Oração: Meu Senhor e meu Deus! Dai-me luz para conhecer os meus pecados, as causas deles e os meios de os evitar. Dai-me a fortaleza de os confessar com toda a fidelidade e verdade, para merecer agora o vosso perdão e a graça da perseverança final. Por Jesus Cristo Senhor nosso. Amém.
As perguntas que se seguem pretendem ser apenas um guia para o exame de consciência. Alguns destes pontos não se referem propriamente a pecados, mas a defeitos e más inclinações que são raízes do pecado. Servirão para a luta pessoal e para fazer propósitos concretos. Para discernir com critério seguro o que é grave, o que é leve ou apenas inconveniente, é preciso seguir o juízo da própria consciência, desde que esteja bem formada, com um conhecimento seguro da doutrina cristã. Como é frequente haja algumas dúvidas, o melhor meio de esclarece-las é a consulta a um confessor de bom critério.
A confissão anterior
Há quanto tempo confessei-me pela última vez? Deixei algum pecado grave sem confessar? Cumpri a penitência?
Primeiro mandamento da Lei de Deus
Tenho posto em dúvida ou negado deliberadamente alguma verdade de fé?
Desesperei da minha salvação ou abusei da confiança em Deus, presumindo que ele não me abandonaria, para pecar com maior tranquilidade?
Murmurei externa ou internamente contra o Senhor, quando me aconteceu algo desagradável?
Abandonei os meios necessários para a salvação: a oração, os Sacramentos, etc?
Pratiquei atos de superstição ou espiritismo?
Recebi indignamente algum Sacramento?
Li livros, revistas ou jornais que vão contra a fé? Dei-os a ler a outras pessoas?
Frequentei ou pertenço a alguma associação contrária à religião?
Deixei-me levar pela vergonha quando foi necessário confessar a fé diante dos outros?
Esforço-me por adquirir uma cultura religiosa que me permita ser testemunha de Cristo com o exemplo e com a palavra?
Segundo mandamento da Lei de Deus
Blasfemei ou disse palavras injuriosas contra Deus, contra os Santos ou contra as coisas santas? Diante de outras pessoas?
Falei sem respeito das coisas santas, da Igreja e dos seus sacerdotes, e dos Sacramentos?
Fiz algum voto, promessa ou juramento, e deixei de cumpri-lo por minha culpa?
Jurei sem necessidade? Jurei fazer alguma coisa injusta ou ilícita? Fiz um juramento falso? Reparei os prejuízos que daí tenham podido advir?
Terceiro mandamento da lei de Deus (e primeiro a quarto da Igreja)
Faltei à Missa num domingo ou festa de guarda sem motivo suficiente? Distraí-me voluntariamente durante a Missa ou cheguei tão tarde que não cumpri o preceito?
Trabalhei nesses dias corporalmente (ou mandei trabalhar os outros) sem necessidade grave, durante um intervalo de tempo considerável?
Impedi que alguém que dependesse de mim assistisse à Santa Missa?
Guardei jejum e abstinência nos dias preceituados pela Igreja Católica?
Cumpri o preceito de confessar os pecados mortais pelo menos uma vez ao ano?
Tive em conta que só se pode receber a absolvição coletiva nos casos de emergência em que a Igreja o permite? Se, num desses casos, recebi a absolvição coletiva, cumpri com a obrigação de confessar individualmente a um sacerdote todos os pecados mortais que naquela ocasião não pude confessar?
Calei na Confissão, por vergonha, algum pecado grave? E depois disso comunguei alguma vez?
Recebi a Sagrada Comunhão no tempo estabelecido para cumprir com o preceito pascal? Confessei-me para faze-lo em estado de graça?
Guardei a disposição do jejum eucarístico, uma hora antes do momento da Comunhão?
Quarto mandamento da Lei de Deus (para os filhos)
Desobedeci aos meus pais e legítimos superiores em coisas importantes?
Tenho uma preocupação desordenada de independência, que me leva a receber mal as indicações dos meus pais?
Maltratei ou ameacei os meus pais com palavras ou ações, ou desejei-lhes algum mal?
Deixo-me dominar pelo mau gênio com frequência e sem motivos justificados?
Briguei com meus irmãos? Deixei de falar-lhes e de reconciliar-me com eles?
Dei mau exemplo aos meus irmãos? Senti inveja se se destacaram mais do que eu em algum aspecto?
Fui preguiçoso no estudo, esquecido da responsabilidade que me cabe perante o esforço dos meus pais pela minha formação?
Quarto mandamento da Lei de Deus (para os pais)
Dei mau exemplo aos meus filhos ou subordinados, não cumprindo os meus deveres religiosos, familiares, sociais ou profissionais?
Deixei de corrigir com firmeza e prontidão os defeitos dos meus filhos? Ameacei-os ou maltratei-os com palavras e obras ou desejei-lhes algum mal?
Corrijo sempre os meus filhos com justiça e por amor, ou deixo-me levar por motivos egoístas ou de vaidade pessoal, porque me fazem ficar mal diante dos outros, porque interrompem o meu descanso, etc?
Desleixei a minha obrigação de ajudar os filhos a cumprir os seus deveres religiosos?
Abusei da minha autoridade, obrigando-os a receber os Sacramentos, não reparando que poderiam fazê-lo sem as disposições convenientes, por vergonha ou respeitos humanos?
Sou inconstante na preocupação pela sua formação religiosa?
Permito que trabalhem, estudem ou descansem em lugares onde pode haver perigo para a sua alma ou para o seu corpo?
Descurei a vigilância natural nas reuniões de rapazes e moças que se realizam na minha casa, deixando-os sozinhos? Sou imprudente na orientação dos seus divertimentos?
Tolerei escândalos ou perigos morais e físicos entre pessoas que vivem na minha casa?
Criei conflitos com os filhos, dando excessiva importância a coisas que se podem vencer com tempo e bom humor? Ou antes soube fazer-me amigo dos meus filhos?
Fui pouco amável na vida de família?
Zanguei-me com minha mulher (ou com o meu marido)? Tratei-a(o) mal, com palavras ou com obras? Diminuí a sua autoridade, repreendendo-a(o), contradizendo-a(o) ou discutindo com ela(ele) diante dos filhos?
Descuidei a fé na Providência divina? Ao mesmo tempo, desinteressei-me de ganhar o suficiente para poder ter ou educar mais filhos?
Deixei de ajudar, dentro das minhas possibilidades, os meus familiares nas suas necessidades espirituais ou materiais?
Quinto mandamento da Lei de Deus
Tenho inimizade, ódio ou rancor contra alguém?
Deixei de falar com alguém e neguei-me à reconciliação, ou não faço o possível por consegui-la?
Alimento antipatias ou ódios pessoais por diferenças de opinião em matérias políticas ou profissionais?
Fiz ou desejei um mal grave a alguém? Alegrei-me com as desgraças alheias?
Zombei dos outros, tive inveja deles, critiquei-os, incomodei-os ou fiz pouco caso deles?
Deixei-me levar pela ira, magoando ou humilhando os outros?
Maltratei os outros com palavras ou ações? Peço coisas com maus modos, faltando a caridade?
Cheguei a ferir ou tirar a vida do próximo? Fui imprudente na condução de veículos?
Aconselhei a alguém a prática do aborto, ou colaborei, com qualquer tipo de ajuda, nela?
Desleixei a minha saúde? Atentei contra a minha vida?
Embriaguei-me, comi ou bebi em excesso, ou tomei drogas?
Desejei morrer, sem me submeter à Divina Providência?
Desinteressei-me do bem do meu próximo, deixando de adverti-lo de algum perigo material ou espiritual em que se encontrava, ou de corrigi-lo como exige a caridade cristã?
Descurei o meu trabalho, faltando à justiça em coisas importantes? Estou disposto a reparar o prejuízo que daí tenha podido resultar?
Abusei da confiança dos meus superiores? Prejudiquei os meus superiores, subordinados ou colegas, causando-lhes um dano grave?
Tolerei abusos ou injustiças que tinha obrigação de impedir?
Deixei que, pela minha preguiça, se produzissem prejuízos no meu trabalho? Descurei o meu rendimento em coisas importantes , prejudicando com isso as pessoas para quem trabalho?
Sexto e nono mandamentos da Lei de Deus
Entretive-me com pensamentos ou recordações desonestas?
Alimentei maus desejos contra a virtude da castidade, embora não os tenha posto em prática? Havia alguma circunstância na pessoa a quem se dirigiam (parentesco, matrimônio, consagração a Deus, etc.) que os tornasse mais graves?
Tive conversas imorais? Fui eu quem as começou?
Assisti a diversões que me colocaram em ocasião próxima de pecar? Tenho em conta que expor-me a essas ocasiões já é pecado?
Deixei de informar-me sobre a classificação moral de espetáculos, filmes, ou revistas e livros, antes de assistir a eles ou de lê-los, para evitar a ocasião próxima de pecado ou o perigo de deformação da consciência?
Descuido os pormenores de modéstia e pudor, que são garantia da castidade?
Entretive-me com olhares impuros ou aceitei sensações impuras?
Cometi alguma ação impura? Quantas vezes? Sozinho ou com outra pessoa? Do mesmo sexo ou do oposto? Havia alguma circunstância de parentesco, etc., que a tornasse especialmente grave? Essas relações tiveram alguma consequência? Fiz alguma coisa para a impedir depois de se ter formado uma nova vida?
Tenho amizades que são uma ocasião habitual de pecado? Estou disposto a pôr fim a elas?
Se estou namorando, o namoro me leva a afastar-me de Deus, ou antes aproximo-me com mais frequência dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, para ter mais graça de Deus?
Esposos
Usei do matrimônio indevidamente? Neguei ao meu cônjuge os seus direitos? Faltei à fidelidade conjugal por pensamentos ou ações?
Usei do matrimônio somente nos dias em que sei que não pode haver descendência, não havendo razões graves para isso?
Tomei remédios para evitar filhos? Aconselhei os outros a tomá-los?
Usei outros métodos antinaturais, ou fiz alguma operação para evitar filhos?
Influí de algum modo sobre os outros – com conselhos, piadas, atitudes, etc. – para criar um clima antinatalista?
Sétimo e décimo mandamentos da Lei de Deus (e quinto da Igreja)
Roubei algum objeto ou alguma quantia em dinheiro? Reparei os prejuízos causados ou restituí as coisas roubadas, na medida das minhas possibilidades?
Ajudei alguém a roubar? Havia alguma circunstância agravante, como por exemplo, tratar-se de um objeto sagrado? A quantia ou valor das coisas era importante?
Retenho o alheio contra a vontade de seu dono?
Prejudiquei alguém com enganos, coações, etc. nos contratos ou relações comerciais? Reparei o prejuízo causado ou tenho intenção de fazê-lo?
Caí no vício do jogo, pondo em risco ou prejudicando a economia familiar?
Deixei de cumprir devidamente as obrigações do meu trabalho, que justificam o ordenado ou o salário que recebo?
Deixei de prestar à Igreja a ajuda conveniente? Dei esmolas de acordo com a minha posição econômica?
Defraudei a minha esposa (o meu esposo) nos seus bens?
Retenho ou atraso indevidamente o pagamento dos salários ou dos ordenados que me incube pagar?
Retribuí injustamente o trabalho dos outros?
Deixei-me levar pelo favoritismo ou distinção de pessoas, faltando a justiça, no desempenho dos cargos ou funções públicas?
Deixei de cumprir com exatidão os meus deveres sociais; por exemplo, o pagamento dos seguros sociais dos meus empregados, etc.?
Deixei de pagar os impostos que são de justiça?
Fui omisso em procurar evitar, na medida das minhas possibilidades, as injustiças, subornos, escândalos, roubos, vinganças, fraudes e outros abusos que prejudicam a convivência social?
Dei o meu apoio a programas de ação social e política imorais ou anticristãos?
Oitavo mandamento da lei de Deus
Disse mentiras? Reparei os prejuízos que as minhas mentiras tenham podido causar? Minto habitualmente com a desculpa de que se trata de coisas de pouca importância?
Revelei sem motivo justo graves defeitos alheios que, embora certos, não eram conhecidos? Reparei de algum modo os prejuízos assim causados; por exemplo, falando depois dos aspectos positivos dessa pessoa?
Caluniei ou deixei caluniar, atribuindo ao próximo defeitos que não eram verdadeiros? Já reparei os males causados ou estou disposto a faze-lo?
Revelei segredos importantes dos outros, descobrindo-os sem justa causa? Reparei o prejuízo que daí resultou?
Falei mal dos outros por frivolidade, inveja ou por ter-me deixado levar pelo temperamento?
Disse mal dos outros – pessoas ou instituições – baseando-me apenas em boatos? Quer dizer, cooperei deste modo com a calúnia e a murmuração?
Tenho presente que a diversidade de opiniões políticas, profissionais ou ideológicas, não deve ofuscar-me a ponto de julgar ou falar mal do próximo, e que essas divergências não são motivo para manifestar os seus defeitos morais, exceto se o bem comum assim o exigir?
